Fratura de Coroa - Sem Complicação

Imagem: Fratura da coroa não complicada.

Uma fratura da coroa não complicada envolve apenas o esmalte ou a estrutura esmalte/dentina sem envolvimento da polpa. Os achados clínicos e/ou radiográficos revelam uma perda da estrutura dentária que consiste apenas no esmalte ou no esmalte e na dentina. Lábios, língua e gengiva lesionados devem ser examinados quanto a fragmentos e detritos dentais embutidos. O teste de sensibilidade da polpa é recomendado para monitorar alterações pulpares em dentes adultos mas não é confiável em dentes decíduos. O teste inicial pode ser negativo, inicialmente indicando dano pulpar transitório.

Os objetivos do tratamento são manter a vitalidade da polpa e restaurar a estética e a função normais. Pequenas fraturas, margens e bordas ásperas podem ser suavizadas. Em fraturas maiores, a estrutura dentária perdida pode ser restaurada com hidróxido de cálcio (se a fratura estiver próxima à polpa), cimento de ionômero de vidro e compósito. O prognóstico das fraturas não complicadas da coroa depende principalmente das lesões associadas ao ligamento periodontal e, secundariamente, da extensão da dentina exposta. O acompanhamento clínico e radiográfico deve ser agendado para três a quatro semanas em crianças, seis a oito semanas em adultos e um ano para todas as idades.