Prevenção da cárie

A incorporação inicial do flúor nas preparações dentais e a pesquisa no conteúdo em flúor dos dentes deram resultados conflitivos: A «mancha marrom» associada com a excessiva ingesta de flúor, acreditava-se que era a «cárie típica» em um artigo apresentado em 1904 pela Sociedade Alemã de Cirurgia3. Em 1916, Mickay e Black pesquisaram o que se denominou a "mancha marrom de Colorado" e encontraram que se apresentava em outras comunidades e estava associada com o fornecimento comunitário de água, embora não tivessem certeza da causa4. Estes e outros descobrimentos conduziram ao Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos a realizar amplos estudos epidemiológicos para estudar a cárie dental e a fluorose a finais da década de 19305. Quando se notou que o consumo de flúor na água estava associada à prevalência da fluorose e cárie dental, foram pesquisados muitos fornecimentos e estratégias para otimizar o benefício dos fluoretos no âmbito comunitário e individual. Em 1937, uma preparação dental que afirmava prevenir a cárie não esteve muito bem considerada pelo Conselho de Terapêutica Dental da Associação Dental Americana (ADA). As dúvidas sobre a possibilidade de toxicidade, condições de uso e absorção conduziram à conclusão da ADA de que «o uso do flúor em cremes dentais não é científico e é irracional e, portanto, não deveria ser permitido"6. Neste momento, os problemas dentais se consideravam um assunto pessoal. A constatação de que o maior motivo para recusar as pessoas do exército na Segunda Guerra Mundial era a saúde oral, este sentimento mudou. A saúde oral se converteu de forma rápida em um tema de segurança nacional e foi reconhecida como um problema de saúde pública. Afirmou-se que a fluoração do fornecimento comunitário de água é uma medida de saúde pública ideal e foi introduzida pela primeira vez no Grand Rapids (Minessotta), em 1945, com Michigan como cidade controle. Outros estudos em cidades irmãs também começaram em diferentes países e os resultados gerais foram uma redução significativa da cárie dental sem a fluorose dental esteticamente desagradável quando a concentração de flúor se mantinha aproximadamente em 1 ppm4. Acreditava-se que o mecanismo de ação era principalmente pela incorporação do flúor na estrutura do esmalte, com o que se reduzia sua solubilidade.