Limpeza dental

Os antigos palitos de dente ou de limpeza provavelmente representam os precursores das escovas de dentes atuais. As descrições de seu uso podem ser encontradas no Evangelho de Buda e nos escritos do antigo Egito. As misturas utilizadas para limpar a boca, diminuir o mau hálito e tratar as gengivas nos primeiros escritos eram com frequência mais prejudiciais que preventivas. Por exemplo, nos escritos de Plínio (23-79 dC) mencionam-se vários remédios: salitre queimado para restaurar a brancura, leite de cabra para adoçar o hálito, até cervo queimado e cinzas de vários animais para o fortalecimento das gengivas, etc1. Têm sido propostos muitos remédios diferentes para melhorar as afecções encontradas no meio oral, e até se pode chegar a chamar estas beberagens desagradáveis de primeiros cremes dentais. Dois componentes básicos da higiene oral passaram a prova do tempo e, embora modificados e melhorados, têm suas raízes nos tempos antigos. Estes componentes são a escova de dentes com filamentos e o creme dental, utilizado conjuntamente com a escova. Os palitos de dente de diferentes tipos ainda existem na atualidade, e são as escovas de escolha em algumas culturas; embora as escovas de hoje em dia tenham evoluído como um produto habilmente desenhado e com múltiplos filamentos. A escova manual continua melhorando e agora há versões elétricas que movem os filamentos em várias direções. Estas incluem versões com movimentos oscilantes-giratórios e sônicos. Os cremes dentais também mudaram de forma espetacular dos antissépticos predominantemente ácidos do passado aos produtos mais básicos ou neutros. Este foi o resultado da aceitação da teoria acidogênica de Miller da formação da cárie, que ajudou a favorecer a mudança nas formulações ácidas básicas2.