Modulação do hospedeiro, diabetes e doença periodontal

Ao considerar a modulação do hospedeiro, cientistas se referem à inoculação de indivíduos saudáveis com cepas enfraquecidas ou atenuadas de agentes causadores de doenças para proteção contra a doença.23 Um bom exemplo de um vírus atenuado (enfraquecido) que serve como uma vacina bem-sucedida é a vacina contra a gripe que se tornou disponível em 1945. A manipulação da resposta imune é desejável em doenças como rejeição de enxerto, autoimunidade e alergia, e auxilia o hospedeiro na luta contra agentes infecciosos como micro-organismos periodontopáticos. Indivíduos com diabetes recebem uma dose dupla de cascatas ou eventos inflamatórios que levam a uma resposta do hospedeiro, pois o hospedeiro não está apenas reagindo aos micro-organismos periodontopáticos, mas a uma resposta prolongada à hiperglicemia. Como já sabemos, a hiperglicemia é frequentemente o resultado de uma destruição imunomediada das células beta das ilhotas pancreáticas. Uma predisposição genética em pacientes com diabetes tipo 1 contribui para a destruição imunológica. O diabetes tipo 1 se desenvolve como resultado da destruição imunomediada. No diabetes autoimune latente em adultos (latent autoimmune diabetes in adults, LADA), “a destruição subjacente mediada por imunidade de células beta em pacientes com LADA leva à dependência de insulina mais rapidamente do que no diabetes tipo 2, mas os fatores genéticos e imunológicos mais atenuados associados com o LADA em comparação com o tipo 1 leva a uma idade mais avançada no início e uma progressão mais lenta para a dependência de insulina”.24 O desenvolvimento do diabetes tipo 2 pode ter alguma etiologia genética, mas acredita-se ser uma combinação de predisposição genética, estilo de vida e fatores ambientais.