Falha de ventilação

A falha de ventilação (Tabela 8) é definida como um aumento na concentração de CO2 quando a ventilação alveolar cai ou não responde adequadamente ao aumento da produção de CO2. As causas mais comuns são exacerbação aguda da asma e da DPOC. A asma é a inflamação difusa das vias aéreas causada por alérgenos domésticos (ácaros, animais de estimação) e ambientais (pólens) em pacientes geneticamente suscetíveis, resultando em broncoconstrição reversível. A DPOC (bronquite crônica, enfisema) é uma obstrução reversível das vias aéreas que causa uma resposta inflamatória a toxinas, como fumaça de cigarro.

Tabela 8. Falha de Ventilação.

Prevenção:
  • Identificar o paciente em risco
    • Reduzir o estresse
    • Não prescrever nem administrar depressores respiratórios e inibidores de COX
    • Garantir anestesia local profunda
      • Usar agentes anestésicos locais que contenham um vasoconstritor congruente com a capacidade funcional do paciente.
Sinais e sintomas:
  • Tosse, sibilância, falta de ar (dispneia)
  • Ansiedade, inquietação, agitação
  • Palidez ou cianose dos lábios
  • Uso notável dos músculos acessórios da respiração
  • O paciente pode ficar confuso e letárgico
  • Insuficiência respiratória (em casos de exacerbação grave)
Resposta de emergência:
  • Colocar o paciente em posição ereta
    • Administrar um broncodilatador beta2-agonista de ação curta
      • Dois a quatro inalações de albuterol por inalador dosimetrado (até 3 vezes 20 minutos de intervalo)
    • Administrar oxigênio
      • Os pacientes com asma não precisam de O2 a menos que o O2sat seja <90%, conforme medido por um oxímetro de pulso
        • 2 a 4 L/minuto por cânula nasal
      • Pacientes com DPOC requerem suplementação de O2, mesmo aqueles que não necessitam cronicamente
        • 2 L/minuto por cânula nasal (níveis mais altos de O2 podem piorar a insuficiência respiratória)
  • Se a condição do paciente se deteriorar
    • Acionar o SME
      • Monitorar sinais vitais.
        • Se a qualquer momento o paciente deixar de responder, não houver respiração normal ou pulso palpável, considerar o diagnóstico de parada cardíaca.
          • RCP e desfibrilação imediatas congruentes com as recomendações atuais
Observação:
  • Sinais de recuperação: a frequência e o caráter da respiração voltam ao normal
  • Sinais de deterioração: sem melhora na taxa e no caráter da respiração, aumento da cianose
  • Ao ventilar um paciente, aperte a bola somente até sentir resistência ou o peito começar a subir e possibilite algum tempo para a expiração.
    • A tentativa de ventilar com grandes volumes de ar ou muito rapidamente aumentará o “aprisionamento de ar” e pode levar ao pneumotórax
  • Os pacientes com um ataque de asma em andamento particularmente grave (estado asmático) que não respondem ao tratamento habitual podem evoluir para parada respiratória aguda e morte