Angina de peito

Angina de peito (Tabela 4) é uma síndrome coronariana aguda associada à isquemia transitória do miocárdio. Hipóxia (e, às vezes, anoxia) resulta de doenças e condições que levam à aterosclerose e obstrução das artérias coronárias por depósitos de gordura que limitam e/ou prejudicam o fluxo sanguíneo coronariano. Fatores precipitantes que aumentam a demanda cardíaca de oxigênio na presença de diminuição da perfusão do miocárdio incluem esforço físico, estresse emocional, frio e refeição recente. A angina de peito instável pode ocorrer espontaneamente em repouso.

Tabela 4. Angina de Peito.

Prevenção:
  • Identificar o paciente em risco
    • Reduzir a ansiedade
    • Garantir anestesia local profunda
      • Usar agentes anestésicos locais que contenham um vasoconstritor congruente com a capacidade funcional do paciente.
Sinais e sintomas:
  • Dor subesternal leve a moderada de início súbito
    • Sensação de aperto
    • Sensação de limitação
    • Sensação de peso
    • Irradia para o ombro esquerdo, braço e mandíbula
  • PA ↑ da linha de base
Resposta de emergência:
  • Colocar o paciente em posição ereta ou semirreclinada
    • Observar o tempo e administrar nitroglicerina
      • 0,4 mg, comprimido/spray, SL
      • Administrar oxigênio
        • 2 a 4 l/min por cânula nasal
      • Reavaliar os sinais vitais
    • Se a dor não for aliviada 5 minutos após a dose inicial, repetir nitroglicerina
      • 0,4 mg, comprimido/spray, SL
      • Reavaliar os sinais vitais
    • Se a dor não for aliviada 10 minutos após a dose inicial, repetir nitroglicerina
      • 0,4 mg, comprimido/spray, SL
      • Reavaliar e registrar sinais vitais
  • Em um paciente consciente, dor torácica com duração de mais de 10 minutos deve ser presumida como decorrente de angina instável ou infarto do miocárdio
    • Acionar o SME
      • Monitorar sinais vitais.
        • Se a qualquer momento o paciente deixar de responder, não houver respiração normal ou pulso palpável, considerar o diagnóstico de parada cardíaca.
          • RCP e desfibrilação imediatas congruentes com as recomendações atuais
Observação:
  • Sinais de recuperação: a dor diminui, os sinais vitais retornam aos valores basais
  • Sinais de deterioração: dor persistente, sinais vitais instáveis, alteração do estado mental
  • A reação adversa à nitroglicerina inclui rubor, cefaleias, tontura, náuseas e vômito; síncope e angina de peito paradoxal devido à vasodilatação induzida por nitrato foram relatadas