Dentalcare.com.br

Mecanismo de Ação e Alterações na Saúde Geral

As folhas, caules ou flores secos da planta Cannabis Sativa são usadas para produzir maconha. A resina pegajosa da planta pode ser concentrada para produzir haxixe ou óleo de haxixe. As concentrações de THC diferem em cada componente: 7 a 12% nas folhas, 2 a 8% no haxixe e 15 a 20% no óleo de haxixe. A maneira mais comum de usar cannabis é fumando, de modo semelhante a um cigarro (enrolado manualmente), em um cachimbo ou narguilé (bong) ou pela ingestão com a comida. Outras substâncias químicas são encontradas na maconha: canabidiol, canabidiol e cariofileno B, que afetam a saúde adversamente.15

Os efeitos do THC são imediatos, com absorção direta pela corrente sanguínea através dos pulmões, se fumado, e carregado a outros órgãos e ao cérebro. Os efeitos psicoativos ocorrem dentro do sistema endocanabinoide, afetando partes do cérebro e prejudicando a cognição. Determinadas áreas do cérebro, como o hipocampo, o cerebelo, os gânglios basais e o córtex cerebral têm uma concentração mais alta de receptores canabinoides. Esses receptores influenciam a percepção sensorial e temporal, movimento coordenado, pensamento, concentração e memória. Diversos estudos documentam a perda da memória de curto prazo e outros informam um comprometimento da memória de longo prazo com base na quantidade e duração do uso. Um estudo relacionado à perda de 8 pontos em testes de QI, entre as idades de 13 e 38 com essas pessoas que tinham fumado constantemente, começou em suas adolescências. Essas habilidades cognitivas não podem ser restauradas na idade adulta.16

Outros efeitos na saúde da maconha incluem um aumento da taxa respiratória, batimentos cardíacos e pressão sanguínea, sendo a duração desse efeito superior a três horas. O risco de ataque cardíaco aumenta em até 4,8 vezes na primeira hora após o consumo da maconha. O risco é maior naqueles com fatores de risco, como alta pressão sanguínea, arritmias ou outras doenças cardíacas. As alterações nos pulmões provenientes do consumo de maconha envolvem alargamento das passagens bronquiais após o relaxamento dos vasos sanguíneos. Além disso, o inchaço dos vasos sanguíneos dos olhos causa uma aparência avermelhada. Os hidrocarbonetos encontrados na fumaça da maconha são de 50 a 70% mais cancerígenos que os da fumaça do tabaco e irritantes aos pulmões. As condições respiratórias comuns nos fumantes de tabaco, como tosse diária, produção de pigarro e risco de infecções pulmonares também são encontradas nos fumantes de maconha. Não há estudos no momento que confirmam o risco de câncer no pulmão com a fumaça da maconha.16

As ligações entre doenças mentais e maconha foram observadas com pensamentos suicidas entre adolescentes, depressão, ansiedade e aumento do risco de desenvolver esquizofrenia e outras psicoses. A deficiência de julgamento com o uso da maconha contribui com o risco de ferimentos, principalmente em acidentes com veículos automotores. Um estudo da Escola de Saúde Pública Mailman da Columbia coletou dados de relatórios toxicológicos em motoristas de mais de 20 mil acidentes fatais e descobriu que a maconha estava envolvida em 12% desses acidentes.17 O vício em maconha é possível, contrariamente às crenças comuns, com 9% dos usuários tornando-se viciados em maconha, principalmente aqueles que começaram na adolescência, com 25 a 50% usando maconha diariamente.15