Dentalcare.com.br

Processo de cárie e estratégias de prevenção: Erosão
Glossário

Autor do curso: Susan Higham, BSc (Bacharel em Ciências), PhD (doutora), CBiol (Bióloga Oficial), MRSB (Membro da Sociedade Real de Biologia); Chris Hope, BSc (Bacharel em Ciências) (com distinção), PhD (doutor), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Sabeel Valappil, BSc (Bacharel em Ciências), MSc (Mestre em Ciências), PhD (doutor), PGCertEd (Pós-Graduado em Educação), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Phil Smith, BDS (Bacharel em Ciências Odontológicas), MDS (Mestre em Ciências Odontológicas), PhD (doutor), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica), DRD (Destacamento de Pesquisa Odontológica), MRD (Membro em Odontologia Restauradora), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica) (Odont. Rest.), RCS (Academia Real de Cirurgiões) (Edin), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior)

Glossário

capacidade de tamponamento – A saliva e o fluido na placa dentária possuem capacidade de tamponar. O tamponamento ajusta o pH de qualquer solução, como saliva ou fluido da placa, e pode resistir a mudanças no pH. A capacidade de tamponamento é o grau de tamponamento que pode ser obtido.

quelação – Conforme aplicada à cavidade bucal, a quelação é o processo pelo qual o ácido cítrico tem a capacidade de desmineralizar o esmalte em um grau muito maior do que o seu pH pode explicar. Por suas propriedades quelantes, o ácido cítrico remove o cálcio da superfície do esmalte e, por meio da quelação, forma um composto do qual o cálcio não pode ser liberado. Portanto, o cálcio não fica disponível para se difundir de volta para o dente. O ácido cítrico também tem a capacidade de quelar o cálcio da saliva, reduzindo o efeito remineralizante.

desmineralização – O processo químico pelo qual os minerais (principalmente o cálcio) são removidos dos tecidos duros dentais (esmalte, dentina e cemento). O processo químico ocorre por dissolução causada por ácidos ou por quelação, e a taxa de desmineralização varia com o grau de supersaturação do ambiente imediato do dente e a presença de fluoreto. Em circunstâncias ideais, os minerais podem ser substituídos por meio do processo de remineralização.

hipersensibilidade dentinária – Dor de dente caracterizada por ser breve, aguda e bem localizada em resposta a estímulos térmicos, evaporativos, táteis, osmóticos ou químicos que não podem ser atribuídos a qualquer outra doença ou condição dentária. A dentina exposta é uma característica e, portanto, a condição está associada ao desgaste do esmalte (geralmente erosão) ou retração gengival.

países desenvolvidos – Um termo pouco usado hoje em dia para classificar os países, pois não existe uma classificação definitiva. É usado para descrever países com economias industrializadas e níveis mais altos de produto interno bruto. Os países desenvolvidos conseguem gastar mais em sistemas de saúde. Esses sistemas em geral são orientados para o tratamento, e o foco dos seus serviços é nas necessidades do indivíduo e não na comunidade.

erosão – Perda localizada de tecido duro dentário quimicamente corroído da superfície do dente por ácidos ou agentes quelantes. Pode ser chamada de erosão ácida ou desgaste ácido. Dentes que exibem sinais de erosão perdem sua textura superficial (periquimata), podem parecer mais amarelos e ter a forma alterada.

fluorapatita – Estrutura cristalina no mineral do dente (Ca10 (PO4)6 F2) resultante da substituição de íons hidroxila (OH-) na estrutura da hidroxiapatita por íons de fluoreto (F-). A fluorapatita (também chamada de fluoroapatita, fluorhidroxiapatita ou fluorohidroxiapatita) é mais forte e mais resistente a ácidos que a hidroxiapatita.

DRGE – Doença do refluxo gastroesofágico; refluxo de ácido clorídrico gerado no estômago que volta para a boca. A erosão ocorrerá com o contato entre o ácido e as superfícies do esmalte.

hidroxiapatita – Cristais de fosfato de cálcio – (Ca10 (PO4)6 OH2) que formam a estrutura mineral dos dentes e ossos. O esmalte contém cerca de 98% de hidroxiapatita (por peso). A maior parte da hidroxiapatita no esmalte, porém, é uma hidroxiapatita carbonatada deficiente em cálcio, cujos cristais são facilmente dissolvidos por ácidos. A adição de fluoreto cria a fluorapatita, que é menos solúvel e mais resistente a ácidos.

íons - Átomos ou moléculas que carregam uma carga elétrica positiva ou negativa em uma solução. Por exemplo, o cloreto de sódio (NaCl, sal comum de cozinha) na água se dissolve em íons de Na+ e Cl–.

prevalente – Difundido; que ocorre amplamente ou é comum.

remineralização – O processo químico pelo qual os minerais (principalmente o cálcio) são recolocados na substância dos tecidos duros dentais (esmalte, dentina e cemento). O processo exige um ambiente ideal que inclua supersaturação com íons de cálcio e fosfato e tamponamento adequado. A remineralização melhora na presença de fluoreto.

desgaste dentário – A perda não cariada do tecido dentário pelos processos de atrito, abfração, abrasão ou erosão, ocorrendo isoladamente ou combinados (mais comuns: abrasão e erosão).

xerostomia – Uma avaliação subjetiva do ressecamento da boca, geralmente, mas nem sempre, associado a baixos níveis de produção de saliva. A produção inadequada de saliva ocorre por muitas razões, mais é mais comum como efeito indesejado de muitos medicamentos prescritos e de venda livre. A saliva é necessária para manter a boca saudável e, em relação à cárie dentária, é essencial para a remineralização.