Processo de cárie e estratégias de prevenção: Erosão
Fatores de risco não ácidos

Autor do curso: Susan Higham, BSc (Bacharel em Ciências), PhD (doutora), CBiol (Bióloga Oficial), MRSB (Membro da Sociedade Real de Biologia); Chris Hope, BSc (Bacharel em Ciências) (com distinção), PhD (doutor), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Sabeel Valappil, BSc (Bacharel em Ciências), MSc (Mestre em Ciências), PhD (doutor), PGCertEd (Pós-Graduado em Educação), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Phil Smith, BDS (Bacharel em Ciências Odontológicas), MDS (Mestre em Ciências Odontológicas), PhD (doutor), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica), DRD (Destacamento de Pesquisa Odontológica), MRD (Membro em Odontologia Restauradora), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica) (Odont. Rest.), RCS (Academia Real de Cirurgiões) (Edin), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior)

Fatores de risco não ácidos

A presença de ácido não é a única maneira em que ocorre o desgaste do esmalte. Outro mecanismo é chamado quelação. Certos agentes podem competir com o cálcio para quelá-lo do esmalte, desencadeando a desmineralização. Ou os agentes podem quelar com o cálcio na saliva, reduzindo a supersaturação dela e a sua capacidade de remineralizar a superfície do dente. Alguns agentes quelantes de cálcio incluem enxaguantes bucais com o ingrediente EDTA e alimentos e bebidas com ácido cítrico. Até 32% do cálcio na saliva pode ser quelado por citrato em concentrações comuns de sucos de frutas, reduzindo a supersaturação da saliva e conduzindo à dissolução do mineral do dente.23

Outro fator de risco de erosão não ácida é a boca seca. Isso pode ser causado por desidratação, disfunção da glândula salivar ou pelo uso de alguns medicamentos, como anti-histamínicos, antieméticos, antidepressivos, tranquilizantes ou drogas sintéticas ilegais. Como a boca está seca, os dentes têm significativamente menos proteção contra o ácido.2