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Processo de Cárie e Estratégias de Prevenção: Desmineralização/Remineralização
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Autor do curso: Susan Higham, BSc (Bacharel em Ciências), PhD (doutora), CBiol (Bióloga Oficial), MRSB (Membro da Sociedade Real de Biologia); Chris Hope, BSc (Bacharel em Ciências) (com distinção), PhD (doutor), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Sabeel Valappil, BSc (Bacharel em Ciências), MSc (Mestre em Ciências), PhD (doutor), PGCertEd (Pós-Graduado em Educação), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Phil Smith, BDS (Bacharel em Ciências Odontológicas), MDS (Mestre em Ciências Odontológicas), PhD (doutor), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica), DRD (Destacamento de Pesquisa Odontológica), MRD (Membro em Odontologia Restauradora), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica) (Odont. Rest.), RCS (Academia Real de Cirurgiões) (Edin), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior)

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Algumas condições podem afetar a formação do esmalte e, assim, aumentar o risco de desmineralização. Essas incluem distúrbios genéticos, como a amelogênese imperfeita, na qual o esmalte nunca fica completamente mineralizado e descama facilmente, expondo a dentina mais macia às bactérias cariogênicas. Outras condições estão ligadas ao aumento da desmineralização do esmalte, como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e o distúrbio alimentar conhecido como bulimia, porque o ácido estomacal mantém a cavidade bucal muito ácida. Outros pacientes com necessidades especiais incluem aqueles com incapacidade de remover a placa devido a limitações físicas ou mentais e pacientes com xerostomia (boca seca) devido a certos medicamentos, terapias contra o câncer ou condições como a Síndrome de Sjögren.1

Vídeo 2. Doenças que afetam o fluxo salivar e a cárie.

É possível listar um grupo de doenças que afetam a cárie dentária ou simplesmente classificar as doenças em uma única categoria que envolve apenas aquelas que, por envolvimento direto ou por tratamento, afetam a função e o fluxo salivar. Qualquer coisa que reduza o fluxo salivar certamente aumentará a cárie dentária. As taxas de ataque de cárie na ausência de saliva podem ser 10 a 20 vezes maiores do que em um indivíduo normal.

Um exemplo de uma condição dessas seria, por exemplo, um câncer, digamos, da glândula parótida ou na área da cabeça e pescoço, em que são usados tratamentos com radiação para tratar a doença. Os tratamentos com radiação destruirão as glândulas salivares e sua capacidade de funcionar, de modo que inevitavelmente haverá fluxo salivar reduzido e taxas muito elevadas de ataque de cárie em um mês equivalentes ao que normalmente seria visto em talvez dois anos em outra pessoa.

Outras doenças podem ser aquelas que afetam a função renal e o diabetes, ou qualquer coisa que cause a percepção de boca seca ou os medicamentos que são usados para tratar qualquer doença. Eles também podem reduzir o fluxo salivar e é reconhecido que a maioria dos medicamentos prescritos por razões médicas têm a capacidade, ou o efeito colateral, de reduzir o fluxo salivar.

Portanto, os pacientes que usam medicamentos provavelmente correm risco de cárie.