Processo de Cárie e Estratégias de Prevenção: Desmineralização/Remineralização
Dentina

Autor do curso: Susan Higham, BSc (Bacharel em Ciências), PhD (doutora), CBiol (Bióloga Oficial), MRSB (Membro da Sociedade Real de Biologia); Chris Hope, BSc (Bacharel em Ciências) (com distinção), PhD (doutor), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Sabeel Valappil, BSc (Bacharel em Ciências), MSc (Mestre em Ciências), PhD (doutor), PGCertEd (Pós-Graduado em Educação), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior); Phil Smith, BDS (Bacharel em Ciências Odontológicas), MDS (Mestre em Ciências Odontológicas), PhD (doutor), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica), DRD (Destacamento de Pesquisa Odontológica), MRD (Membro em Odontologia Restauradora), FDS (Docente em Cirurgia Odontológica) (Odont. Rest.), RCS (Academia Real de Cirurgiões) (Edin), FHEA (Membro da Academia de Ensino Superior)

Dentina

A dentina é uma camada de tecido duro, amarelo claro e poroso, diretamente abaixo do esmalte e do cemento. A dentina compõe a maior parte do dente e consiste em aproximadamente 70% de matéria inorgânica e 30% de matéria orgânica e água. Sua matéria orgânica é composta por íons de cálcio e fosfato que formam cristais de hidroxiapatita como no esmalte, mas esses cristais são 30 vezes menores, o que torna a dentina um pouco mais macia que o esmalte.4

Ao contrário do esmalte, a dentina é um tecido vivo com capacidade de crescimento e reparo constantes. Isso é possível pela presença de odontoblastos, que são células na camada externa da polpa cuja função biológica é a criação de nova dentina. Pequenos túbulos dentinários que correm entre a junção cemento-esmalte (a interface do esmalte da coroa com o cemento da raiz do dente) e a camada de polpa abaixo dela auxiliam nesse processo de regeneração. Os processos dos odontoblastos na camada de polpa atingem os túbulos, criando nova dentina e mineralizando-a. Também passam nervos por esses túbulos dentinários, permitindo que a dentina transmita dor, ao contrário do esmalte.4