Diagnóstico

Os motivos para os túbulos serem expostos ou abertos devem ser avaliados durante um exame visual dos dentes. Além disso, um histórico detalhado de alimentação deve ser obtido. Ferramentas úteis de diagnóstico são a seringa de ar/água (térmica), o explorador dental (toque), os testes de percussão, os testes de estresse de mordida e outros testes térmicos, como um cubo de gelo, e avaliação de oclusão. Visto que a hipersensibilidade dentinária é essencialmente diagnosticada por exclusão, um exame odontológico completo acaba por excluir outras condições subjacentes nas quais a sensibilidade pode ser um sintoma, como dente rachado, restauração trincada, dentes lascados, cáries dentárias, inflamação gengival, sensibilidade pós-restaurativa, vazamento marginal e pulpite. A ingestão excessiva de ácidos dietéticos, como sucos cítricos e frutas, bebidas carbonatadas, vinhos e sidras foi identificada como um fator de risco em potencial para a hipersensibilidade dentinária. 41214 O histórico de alimentação fornecido pelo paciente ajuda na identificação dos fatores de risco que ele pode ter para sensibilidade dentária. A erosão é uma das causas mais comuns de perda irreversível do esmalte. 15

Além disso, outros fatores de risco devem ser extraídos durante um exame, como a abrasão da escova de dente (figura 3), erosão química (figura 4), esmalte fino, retração gengival, dentina exposta e distúrbios alimentares, como bulimia. O paciente pode auxiliar no diagnóstico, identificando os estímulos que incitam a dor, isto é, térmicos, táteis etc., bem como descrevendo a dor. A resposta aos estímulos varia de paciente para paciente. Fatores como tolerância individual à dor, estado emocional e meio ambiente podem contribuir para a variedade de respostas entre os pacientes. 16

A razão mais comum citada para os túbulos dentinários expostos é a retração gengival (fator predisponente). 17 Exposição crônica à placa bacteriana, abrasão da escova de dente, laceração gengival causada por hábitos bucais, como o uso de palitos, uso excessivo do fio dental, preparação da coroa, gengiva fixada de forma inadequada, placa labial inadequada do osso alveolar e perda gengival secundária à doença ou cirurgia são algumas, mas não todas as causas da retração gengival. 17

Figure 3. Abrasão do dente 
Image: Teeth showing a tooth abrasion.
Figure 4. Erosão do dente
Image: Teeth showing tooth erosion.
Imagem cortesia, Dra. Beatrice Gandara, University of Washington, Faculdade de Odontologia

A retração gengival é a redução da altura da gengiva marginal para um local apical à CEJ [cemento-enamel junction (junção cemento-esmalte)]. As áreas retraídas podem se tornar sensíveis devido à perda de cemento, expondo a dentina. As profundidades de sondagem, as áreas retraídas (áreas de retração gengival) e a sensibilidade relatada pelo paciente devem ser registradas e monitoradas com exatidão para fornecer uma referência para a atividade da doença do paciente ao longo do tempo.